quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Os Dons Espirituais


 Textos Base: Ex 28.33-35 1a Co 12.8-10 Gl 5.22



INTRODUÇÃO

Entre os mais importantes assuntos tratados no Novo Testamento, destacam-se os Dons e o Fruto do Espírito, por serem os meios pelos quais o Espírito Santo de Deus promove o equilíbrio na Igreja, através da santidade, um dos atributos de Deus, inerente à Sua Igreja, bem como a comunicação, que aprouve a Deus propiciar aos Seus servos, através do Seu Santo Espírito.

DONS DO ESPÍRITO
O que são: São habilidades especiais concedidas pelo Espírito Santo a cada crente, segundo a graça de Deus, para serem usadas na edificação mútua visando o bem comum do corpo de Cristo. Os dons são concedidos por Deus pelo Espírito Santo, segundo a Sua vontade (1 Co 12.11, 18). É o Espírito Santo quem decide qual é o nosso dom. Não são dados de acordo com o nível espiritual em que se encontra o número de anos passados na igreja, ou pelo cargo que alguém ocupe ou por merecimento (Ef 4.7).
No capítulo 12 de 1ª aos Coríntios, Paulo descreve a Igreja como Corpo de Cristo, e afirma ser os crentes membros desse Corpo, com diferentes Dons, concedidos por Deus, através do Seu Santo Espírito: "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?

Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis." (1Co 12:1-18). Estes Dons, são os meios pelos quais os servos do Senhor Jesus, membros do Seu Corpo são habilitados e equipados para desempenharem ministérios gloriosos na Sua Obra.
Sem os Dons do Espírito, a Igreja não seria o organismo vivo que é, sem os Dons do Espírito, a Igreja não passaria de uma mera organização humana e religiosa, ou seja: um segmento a mais da sociedade.

Estamos vivendo os últimos dias da Igreja na terra e, pela comunhão que desfrutamos com Cristo, cremos que preste está o dia da Sua volta a este mundo para arrebatá-la, e a medida em que esse dia vai se aproximando, os Dons do Espírito vai também se intensificando, evidenciando a iminente volta do Salvador "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos." (Atos 2:17; Joel 2:28-32).

Os nove Dons descritos nas Sagradas Escrituras, são assim classificados em 3 tipos:

I - DONS DE REVELAÇÃO:

1. Palavra da sabedoria: Este dom é a revelação de um fato que deve acontecer. Revelação que pode ser dada por meio de uma visão, de um sonho, ou por meio de uma voz escutada. Alguns exemplos da palavra de sabedoria na Escritura são os seguintes. Em Antioquia certo profeta de nome Ágabo levantando-se “dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo; e isso aconteceu no tempo de Cláudio César” (Atos 11:28).
         Ainda Ágabo, alguns anos depois, desceu a casa de Filipe “tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o varão de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios” (Atos 21:11). Também neste caso a predição de Ágabo se cumpriu.
2. Palavra do conhecimento: Este dom é a revelação de um fato que está acontecendo ou que já aconteceu. Também esta revelação pode ser dada em visão ou em sonho ou mediante uma voz. Alguns exemplos bíblicos em que encontramos a manifestação deste dom são os seguintes. Jesus disse à mulher samaritana:  “Vai, chama o teu marido e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta” (João 4:16-19). A mulher compreendeu por esta palavra de ciência que quem lhe falava era um profeta.
3. Discernimento de espíritos: Mediante este dom o Espírito Santo capacita o crente de discernir a presença de espíritos malignos em pessoas ou próximo de pessoas ou ver os espíritos enquanto operam malvadamente. Existem espíritos de vários gêneros, isto é, ocupados a fazer várias formas de mal. Existem espíritos que provocam mudez e surdez como aquele expulso daquele menino epiléptico por Jesus, de fato Jesus lhe disse:  “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele” (Mar. 9:25). De modo que nestes casos para que a cura se faça é necessário discernir o espírito ou os espíritos que provocam as doenças para depois expulsá-lo ou expulsá-los em nome de Cristo Jesus.
II - DONS DE PODER:
1. Fé: A fé de que Paulo fala como dom, não é a fé que vem pelo ouvir a Palavra de Deus e pela qual se é salvo e se recebe o Espírito Santo.
         É uma fé especial concedida pelo Espírito Santo a alguns em certas ocasiões para fazer alguma coisa de particular. Por exemplo, Jesus mediante este dom matou a fome a milhares de pessoas por bem duas vezes com poucos pães e poucos peixes (cfr. Mateus 14:15-21; Mar. 6:30-44; João 6:1-15, e Mat. 15:32-37; Mar. 8:1-9), caminhou sobre as águas do mar da Galileia (cfr. Mat. 14:25; Mar. 6:48), e fez secar num instante uma figueira (cfr. Mat. 21:18-19).

2. Curar  - Os dons de curar são dons que capacitam quem os recebe de curar os doentes. Como no caso de Jesus, o poder do Senhor estava com ele para fazer curas (cfr. Lucas 5:17). Jesus deu o poder de curar os enfermos aos seus doze discípulos conforme está escrito:
 “E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal” (Mat. 10:1; cfr. Lucas 9:1-2). E eles curavam os doentes, vivendo Jesus, conforme está escrito:
“E, saindo eles, percorreram todas as aldeias, anunciando o evangelho, e fazendo curas por toda a parte” (Lucas 9:6).
Se cuide bem, porém,  para evitar pensar que quem tem os dons de curar pode curar indiscriminadamente, quem quer porque a cura para que possa acontecer necessita da fé por parte do doente, (recordai-vos que em Nazaré Jesus não pôde fazer muitas obras poderosas por causa da incredulidade que havia naquela cidade), e também da permissão de Deus, ou seja, que a cura do indivíduo entre no querer de Deus para com ele naquele tempo.
Isto nos ensina que quem recebe os dons de curar se deve também ele submeter à vontade de Deus. Outra coisa a dizer a respeito das curas é que quando também um crente não tenha os dons de curar ele deve orar pelos irmãos doentes para que Deus os cure: Tiago diz de fato: “Orai uns pelos outros, para serdes curados” (Tiago 5:16). Note-se que é uma ordem e não algo de facultativo. A cura acontece pelo poder de Deus, mediante a fé por parte do doente no nome do Senhor Jesus. Para descrever isto não há melhores palavras do que aquelas que Pedro dirigiu aos Judeus depois de ter curado o coxo à porta do templo dita ‘Formosa’:
 “E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (Atos 3:16).

3. Operação de milagres - Como se pode bem ver este dom é distinto dos dons de curar, porque enquanto os dons de curar dizem respeito a curas de um mal o dom de poder de operar milagres diz respeito à operação de sinais e prodígios vários. Aquilo que se deve ter presente é que este dom é um poder de fazer determinadas coisas por ordem de Deus. Para explicar este dom com as Escrituras citarei os exemplos de Moisés e o das duas testemunhas que devem aparecer antes da vinda de Cristo. De Moisés é dito que quando Deus lhe apareceu na chama de uma sarça ardente lhe ordenou de descer ao Egito para libertar o seu povo da mão de Faraó. Deu-lhe o poder para fazer sinais e prodígios diante de Faraó, de fato lhe disse:
“Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo” (Ex. 4:21). No caso dos dois ungidos que devem aparecer está dito no livro do Apocalipse:
 “Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem” (Ap. 11:4-6).
Como se pode bem ver a autoridade recebida por Moisés e a que receberão os dois ungidos diz respeito a fazer coisas que não estão relacionadas com curas físicas.

III - DONS DE ELOCUÇÃO:

1. Profecia - O Dom da profecia é um dom de inspiração, isto é, um dom de fala onde o Espírito Santo capacita a pessoa que está sendo usada por Ele a falar de acordo com a inspiração que Deus lhe dá.
Propósito: São 3 os principais propósitos da verdadeira profecia.
- Edificação. Fortalecer a fé, dar novo ânimo, etc.
- Exortação. Chamar a atenção, dar um aviso para algum perigo iminente, repreender, etc.
- Consolação. Confortar, aliviar a dor, dar esperança, mostrar compaixão.
Definição do Dom: Profetizar é falar por inspiração divina com o propósito de trazer edificação, exortação ou consolação para quem ouve. O simples Dom da profecia não traz revelações ou predições futuras, pois não é esse o propósito desse dom.
O Dom da Profecia é operado pelo Espírito Santo que inspira seus servos de forma que possam trazer alguma mensagem ou recado de Deus. As manifestações desse Dom podem ocorrer de várias formas, por ex:
- Durante uma pregação. Quando a palavra pregada começa a tratar com pessoas individualmente sem que o pregador saiba disso.
- Durante uma oração. Isso normalmente ocorre quando alguém está orando em línguas e de repente recebe a inspiração para falar no próprio idioma ou quando há interpretação das línguas.
- Por inspiração. Quando a palavra vem ao coração, mas que não é falada ao mesmo tempo, são profecias que Deus dá e que cabe ao que a recebeu transmiti-la ou não ao destinatário.

2. Variedade de línguas - O apostolo Paulo disse: “Ainda que eu falasse na língua dos anjos e dos homens...”. O Dom de variedade de línguas é a capacidade dada pelo Espírito Santo para falar em línguas desconhecidas não necessariamente na língua dos anjos, mas em línguas e dialetos falados pelos homens no mundo inteiro.
Propósito: Deus na sua soberania pode usar alguém para falar com outra pessoa de língua diferente para manifestar sua Glória e seu Poder.
Definição do Dom: Aquele que fala em variedade de línguas, não é necessariamente um “poliglota”, no caso do Dom da variedade de línguas não há nenhum tipo de conhecimento humano sobre aquilo que está sendo dito, falar na língua dos anjos ou dos homens sem nunca ter aprendido o idioma em uma escola é a marca evidente da operação desse Dom.
Operação do Dom: O Dom da variedade de línguas é uma inspiração dada pelo Espírito Santo e somente opera através da fala. Ficar de boca fechada ou recusar-se a falar em línguas estranhas impedirá o Espírito de Deus de operar esse Dom.

3. Interpretação de línguas – Esse Dom não é um Dom de Tradução de Línguas. A diferença entre interpretar e traduzir é que na interpretação as palavras interpretadas não precisam ser necessariamente iguais as que foram faladas.
Propósito: Dar entender o que foi dito em línguas estranhas quando assim for da vontade de Deus. A interpretação pode ser mais ou menos palavras da que foi pronunciada em línguas estranhas, por que como já foi dito interpretar não é traduzir todo o conteúdo do que foi falado e sim dar sentido da frase. A interpretação de línguas é o único dos 9 Dons que depende do outro para que possa ser operado, e pode ser manifestado por duas maneiras:
Ministerial: Quando um fala e o outro interpreta é para que a Congregação receba edificação, ou na falta desse alguém que é usado nesse Dom a mesma pessoa que falou em línguas poderá trazer a interpretação.
Devocional: O Apóstolo Paulo incentiva a todos os crentes a buscarem esse Dom para que possam ser edificados nas suas orações paticulares. O Dom da interpretação de línguas na vida devocional de cada crente é um Dom que está a disposição de todos que desejam recebe-lo.

FRUTOS DO ESPÍRITO

"O fruto do Espírito Santo é o resultado da presença do Espírito Santo na vida do Cristão. A Bíblia deixa bem claro que todos recebem o Espírito Santo no momento em que acreditam em Jesus Cristo (Romanos 8:9; 1 Coríntios 12:13; Efésios 1:13-14). Um dos propósitos principais do Espírito Santo ao entrar na vida de um Cristão é transformar aquela vida. É a tarefa do Espírito Santo conformar-nos à imagem de Cristo, fazendo-nos mais e mais como Ele.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:8-10

Em contraste com as obras da carne, Gálatas 5:19-21 "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus", temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama de "O Fruto do Espírito".

Esta maneira de viver aparece no crente à medida que ele permite que o Espírito Santo dirija e influencie sua vida que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, em especial, as obras da carne, e viva em comunhão com Deus, conforme Romanos 8:5-14 "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.

Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita. De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne, porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." Outras referências alusivas, encontramos nas seguintes passagens Bíblicas: (2ª Co 6; 6; Ef 4:2-3; Cl 3:12-15; 2ª Pe 1:4-9).

OS ASPECTOS DO FRUTO SÃO:

Caridade, Gozo, Paz, Longanimidade, Benignidade, Bondade, Fé, Mansidão, e Temperança.

CARIDADE
(gr. ágape), Refere-se ao interesse e a busca do bem maior de outra pessoa, sem nada querer em troca (Rm 5:5) "E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado". Também em (Ef 5:2) "E andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave". Ainda em (Cl 3:14) "E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição".

GOZO
(gr. chara) Significa na vida do crente a sensação de alegria baseada no amor (ágape), na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo. (Sl 119:16) "Alegrar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra". (2ª Co 6:10) "como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo". (2 Co 12:9) "E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo". (1ª Pe 1:8) "ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso".

PAZ
(gr. eirene) É a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial. Paz não significa meramente uma camiseta branca com algumas inscrições alusivas. Não é também uma simples pombinha branca. Paz é sossego em Cristo. Paz é ter Cristo no coração. Paz, é ter a certeza de que passará a eternidade com Jesus. Paz é criar os filhos na presença do Senhor e saber que quando o filho ficar velho não desviará da presença de Deus. Paz é não andar inquieto como fazem os incrédulos. Ter paz é saber que quando a segurança da terra falhar, temos a de Deus que nunca falhará.

(Rm 15:33) "E o Deus de paz seja com todos vós. Amém"!

(Fp 4:7) "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus".

(1ª Ts 5:23) "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".

(Hb 13:20) "Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande Pastor das ovelhas." Em certo sentido, a paz é tríplice em seus aspectos, exemplo: Paz com Deus, paz com nós mesmos, e paz com os nossos semelhantes.

LONGANIMIDADE
(gr. makrothumia) O que traduz, perseverança, paciência, paciência!!!, ser tardio para irar-se ou para o desespero. (Ef 4:2) "com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor". (2ª Tm 3:10) "Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência." (Hb 12:1) "Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta."

BENIGNIDADE
(gr. chrestotes) Denota, não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor. Até mesmo porque benignidade é exatamente antônimo de malignidade. (Ef 4:32) "Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo". (Cl 3:12) "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade". (1ª Pe 2:3) "se é que já provastes que o Senhor é benigno".

BONDADE
(gr. agathosune) Define zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa o mal; pode ser expressa em ato de bondade (Lc 7:37-50) "E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento.

E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento. Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.

E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinqüenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais? E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.

E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento. Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.

E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados. E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz" Isso é a expressão da bondade. Ou na repressão e na correção do mal ( Mt 21:12-13) "E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.

E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões".


(gr. pistis) O que significa, lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23:23) "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas".

(Rm 3:3) "Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus"?

(2ª Tm 6:12) "Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas".

(2ª Tm 2:2; 4:7) "E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé".

(Tt 2:10) "não defraudando; antes, mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador".

MANSIDÃO
(gr. prautes) Este termo exprime, moderação, associação à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2ª Tm 2:25) "instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade". (1 Pe 2:15) "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós." Para a mansidão de Jesus: (Mt 11:29) "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma". (Mc 3:5) "E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a mão, sã como a outra". Outras referências: (2ª Co 10:1; 10:4-6; Gl 1:9, Nm 12:3; ÊX 32:19-20).

TEMPERANÇA
(gr. egkrateia) É o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1ª Co 7:9) "Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se". (Tito 1:8) "mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante". (Tt 2:5) " (Tt 2:5) "a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada". O ensino final de Paulo sobre o Fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode, e realmente deve praticar essas virtudes continuamente, nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

OS DONS SÃO NOVE
E O FRUTO É NÔNUPLO EM SEUS ASPECTOS

Aqui não se trata de uma mera coincidência, "Nove e Nônuplo" Mas, de uma necessidade, tudo isso para existir equilíbrio, Deus disse que deveria ser uma romã e uma campainha. Vejamos o que nos diz a Palavra de Deus em (Êx 28.33-35) "E nas suas bordas farás romãs de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor.

Uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã haverá nas bordas do manto ao redor, e estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do SENHOR e quando sair, para que não morra". Por baixo do éfode, o sumo sacerdote usava um manto, de uma só peça, bordado de azul.

Em toda orla, havia desenhos de romãs, tecidos em púrpura e escarlate. Entre as romãs, pequenas campainhas de ouro estavam presas. A cada passo que o sacerdote dava, soava as campainhas. Então o povo sabia que o sumo sacerdote não tinha morrido na presença do Senhor. Isto também nos ensina a solenidade da presença de Deus, o Todo Poderoso. As campainhas falam de testemunho e as romãs falam da fertilidade. Se caminharmos segundo a vontade de Deus, como na Sua presença, o povo não pode deixar de reconhecer que pertencemos a Cristo. Se habitarmos em Cristo, temos de produzir abundante Fruto (Gl 5:22-23).

Se fosse só romã sem a presença da campainha, ou vice-versa, não haveria equilíbrio. Nesse caso, uma coisa não substitui a outra, mas, uma depende da outra. Da mesma forma deve ser os Dons e o Fruto do Espírito na vida dos crentes em Cristo, para que haja equilíbrio; principalmente nas vidas dos que ministram na Casa de Deus.

DISTINÇÃO ENTRE OS DONS E O FRUTO

1. Os dons são dados - O fruto é gerado.
2. Os dons vem após o batismo no Espírito Santo - O fruto é na conversão.
3. Os dons são de fora para dentro - O fruto vem do interior.
4. Os dons já vem completo - O fruto requer tempo para crescer.
5. Os dons são dotação de poder para o crente - O fruto expressa o seu caráter. Assim disse Horácio Grely: A fama é um vapor, o dinheiro cria asa e voa, mas o caráter, permanece.
6. Os dons vem pelo Espírito - O fruto vem por Jesus.
7. Os dons são distintos - O fruto é indivisível.
8. Os dons confere poder - O fruto confere autoridade.
9. Os dons comunicam espiritualidade - O fruto irrepreensão.
10. Os dons identificam o que fazemos - O fruto mostra o que somos.
11. O mais interessante é que os dons podem ser imitados - Porém o fruto nunca o será.

MAU USO DOS DONS

Assim como os Dons são dados ao crente, é o Fruto do Espírito formado nele, mas tudo para que haja equilíbrio na Igreja de Cristo, e nada mais equilibrado do que o Cristianismo, o que também não podia ser diferente, visto ser uma das dispensações do Senhor.
E esse equilíbrio do Cristianismo é mostrado na diferença que há entre as outras religiões do mundo. Cada religião teve seu "profeta" fundador, só que todos jaz na sepultura, somente o Profeta do Cristianismo, Jesus Cristo Nosso senhor foi que venceu a morte e está vivo no Céu. Assim as grandes religiões do mundo tiveram seus "profetas". Mas, o Cristianismo tem seu PROFETA, SACERDOTE e REI, Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Mas, também no Velho Testamento vemos um equilíbrio, uma harmonia que só mesmo Deus é quem podia organizar todas essa coisas.
Vale notar que entre o Tabernáculo e a Igreja, há uma harmonia em tudo; uma coisa reflete a outra desde as estruturas do Tabernáculo até a Igreja glorificada no Céu. Mesmo porque o Autor destas coisas foi, é, e será Deus, e como é sabido, as obras tem tudo a ver com seu autor.
Deus não formou nada simplesmente por formar, mas, Ele formou as coisas para se completarem entre si. Um exemplo disto está entre um homem e uma mulher que se unem através do matrimônio.

Deixe-me dizer o que na verdade pretendo nesta conclusão, é que os dons foram dados para a Igreja, a cada crente em particular, segundo a Sua vontade (a vontade do Espírito Santo) especificamente com uma única finalidade que é a edificação da Igreja, e nestes últimos dias, notamos um crescente mau uso desses "dons". Em nome de que Deus está falando, ou falou, há pessoas que aproveitam da sede de Deus que há entre o povo, e, confunde a mente de muitos.

Há muitos casos que o crente não ouve seu pastor; diz que prefere ouvir o que o Espírito Santo lhe diz! é claro que nada melhor do que ouvir a voz do Espírito Santo, mas, se há uma Pessoa equilibrada, organizada, essa Pessoa é o Espírito Santo de Deus, enfim a Trindade é organizada. Mas, quase sempre, nesses casos o Espírito Santo é na verdade, uma irmã ou um irmão que "ora" e "profetiza" aqui ou ali, e que sempre tem um "recado" uma "mensagem" desequilibrada que contraria os princípios éticos e Bíblicos. Isto é mau uso do "dom".
Então há uma necessidade urgente de uma conscientização a esse respeito, porque essa prática que está sendo disseminada de forma alarmante é abominável aos olhos do Senhor.
Ainda no início da década de 80, estive conversando com uma mãe em Barra Mansa, a qual estava em uma luta tremenda com um filho internado em um hospital psiquiátrico de uma cidade vizinha em que o médico, segundo a mãe detectou a enfermidade de seu filho, e a denominou de "psicose de crente".

Em alguns lugares está praticamente inviável a realização de vigílias, pelas perturbações que aparecem, de pessoas dotadas de supostos "dons", principalmente "profetas" e "cantores". Esse desequilíbrio deve ser corrigido, afim de que não venham a pagar por isto. Porque todos nós sabemos que há castigo para os ímpios, para os miseráveis pecadores, prostitutas, ladrões, homossexuais, mas, para os falsos obreiros, e falsos profetas, o castigo não será menor.

O Senhor Jesus foi enfático ao referir sobre os que escandalizam seus pequeninos: "Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos. Porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem"! (Mt 18:6-7).
Um pastor passou 25 anos escravizado por falsos profetas e falsos obreiros, que com palavras mentirosas em nome da verdade, o levaram à depressão. Isto, além de ser pecado, antiético, é também uma prática criminosa perante a Lei.
Até mesmo nas "Assembléias de Deus no Brasil, uma Igreja que nasceu Pentecostal e tem seus ensinos fundamentados na Bíblia Sagrada. Sua regra de fé e prática, é a Palavra de Deus. Embora na hora de escolher entre a profecia canônica e certas "profecias', muitos na Igreja escolhem a última.

Qualquer profecia, confirmada ou não por visões ou sonhos ou emoções, que leve ou não o público ao delírio, que venha com sinais visíveis ou invisíveis, mesmo que faça cair fogo do céu ou que seja um 'anjo do céu" que a traga pessoalmente, não deve ser aceita caso não confira frase por frase com a profecia escrita pelos apóstolos e profetas do Novo e do Velho Testamentos". (Obreiro Aprovado Abril/Maio de 1995 - CPAD).

CONCLUSÃO:

Podemos citar como exemplos:

1 - Saul e seus criados no meio dos profetas (1º Sm 19:19-23); o resultado aí foi mau; Saul foi vítima de fanatismo; tirou a roupa e andou nu no meio dos profetas (1º Sm 19:24).

2 - Os Coríntios: A Bíblia diz que eles tinham todos dons. No entanto foram repreendidos por dissensões e carnalidade entre eles (1º Co 1:7; 11 e 3:3).

3 - Sansão mentiu e pecou, entrando em casa de prostituta e usou do dom de quando era puro (Jz 16:1, Jz 16:15, 26-30).

4 - O sacerdote Caifás propunha a morte de Jesus e mesmo assim profetizou (Jo 11:51).

É bom saber que o uso dos dons sem haver pureza no coração produz toda espécie de contaminação (2ª Pe 2:1-2).
Além dos exemplos já mencionados, existe o perigo do engano da parte dos falsos profetas que farão tão grandes sinais e prodígios, que se possível enganarão até os escolhidos do Senhor (Mt 24:24).

Existe também o perigo da imitação dos dons (o fruto não pode ser imitado) por causa dos falsos irmãos que estão fazendo uso dos dons comercialmente (Gl 2:4).
Aos Filipenses 3:17-19, Paulo deixou uma recomendação para sermos imitadores para não cairmos no laço daqueles que chorando e que são inimigos da cruz de Cristo. Paulo disse ainda mais sobre eles: cujo Deus é o ventre; e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas...

Temos também uma advertência na 1ª Carta de João 4:1, dizendo: "Amados, não creias a todo espírito, mas, provai se os espíritos são de Deus; porque muitos falsos profetas já se têm levantado no mundo; vale ressaltar que esses falsos profetas são mais procurados do que o Verdadeiro Profeta, o expositor da Palavra de Deus.
Há hoje tantas pessoas incautas que não poucas as vezes já ouvi alguém dizer que havia recebido o "dom do sapateado" !!! E outros similares !!! Em algumas circunstâncias a pessoa pode até sapatear, mas, não como se isso fosse dom, ou uma prática que acontecesse necessariamente em todas as orações. Antes, a pessoa deve até evitar certas posturas para não escandalizar os novos convertidos (1ª Co 14:40 - 1ª Co 14:32).

É que hoje estamos vivendo em uma época em que se vê muitas aventuras no campo espiritual; e mui especialmente no que se refere aos dons de curar e de profetizar, enfim, nos dons Espirituais. São tantas as novidades, mas, nenhuma delas estão estatuídas no Novo Testamento, o livro básico de nossa aprendizagem.
O Dom de Profecia, é o Dom por excelência, recomendado por Paulo, e é o meio pelo qual o Senhor usa os Seus servos para transmitir à outros a mensagem que se fizer necessário, aquela que a Ele aprouver. Sendo assim, não há a necessidade de um corre-corre para lá e para cá, para ouvir o que Deus tem a dizer, isto é misticismo associado à incredulidade, isto é de certo modo uma alienação, é falta de libertação, mesmo porque Deus fala de muitas maneiras e onde se fizer necessário (Hb 1:1) "Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho".

Se o corre-corre fosse via de regra, estabelecida por Deus, como ficaria a situação dos "infelizes" que moram há até 1.000 km ou mais retirado da casa de alguém que tenha o Dom de Profecia ou outro Dom que se fizer necessário na hora do aperto? É importante notar que essa providência não está no homem, mas, em Deus, e Ele levanta uma criança, ou um adolescente, ou uma pessoa idosa, e a torna Profeta, a capacita para transmitir Sua mensagem. Deus fala, vê, ouve e atende a qualquer dos Seus servos, a qualquer hora e em qualquer lugar. Não há circunstâncias para Deus.
Falou à Gideão através do velo de lã: (Jz 6:36-40, à Balaão através de uma jumenta: (Nm 22:28-30), à Faraó, além de outros meios, Deus lhe falou através da dez pragas enviadas sobre o Egito (Êx capítulos 7 à 12), à Moisés no meio da sarça ardente (Êx 3:1-22) à Maria mãe de Jesus, através do Anjo Gabriel (Lc 2:26-38). Além do mais, a maior profecia está ao alcance de aproximadamente 50% da população do mundo, que é a Bíblia Sagrada. Nela estão contidas as palavras do Profeta que nunca falha, Jesus.
Jesus Disse em Mateus 18:20: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Existe porventura algo mais alentador? Claro que não. Pedro foi enfático em dizer: "Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (Jo 6:68). Deus está sempre pronto à nos falar tudo quando precisamos ouvir.

O Dom de Profecia deve ser claro e objetivo, mesmo porque é um recado de Deus, então não deve ser confuso. Não deve ser misturado com o outro precioso Dom de Línguas Estanhas, para não se tornar estranho às Sagradas Escrituras. Não deve ser de difícil compreensão. Às vezes há uma mistura, de "profecia" com "línguas estranhas", e com isso foge às recomendações de 1º aos Coríntios 14:40. Acaba ninguém entendendo nada, nem mesmo o que está exercendo o suposto "dom" A Profecia é um Dom de Deus, e as Línguas Estranhas é outro, e ambos são distintos, mas, assim como os demais com a finalidade precípua de: EDIFICAR A IGREJA DE DEUS.

Quando a Palavra de Deus não tem a preeminência, as pessoas ficam cegas espiritualmente, empedernidas, terreno fértil para todos os tipos de heresias, ficam como que obcecadas por milagres, vulneráveis aos impiedosos pregadores de maldição, quebra de maldição, maldição hereditária, mandingueiros "evangélicos". E de uns tempos para cá, a maioria dos cristãos, até mesmo líderes, vem prescindindo da ortodoxia Bíblica coerente para dar lugar às formas mais excêntricas de fé, seus testemunhos, são pelo que tem, e não pelo que é, pelos bens materiais e não pela transformação.

Tudo isto por que sem base Bíblica se tornaram escravas de falsos profetas, essas pessoas nem querem saber se o que estão experimentando é Bíblico ou não, o importante é acontecer alguma coisa, seja o que for, e venha de onde vier. Com isto a Palavra de Deus vem perdendo lugar para o místico-supersticioso, é uma inversão de valores por preterir a Palavra de Deus, que tem dado lugar a doutrina da maldição hereditária (também as outras) que com insubordinação tenta invalidar o sacrifício vicário de Cristo. Isto é mau uso dos dons.

Toda finalidade de Deus em nossa vida é para glorificar Jesus, ser cheio do Espírito Santo é a tarefa que cabe a todo homem que em seu coração deseja ter o caráter de Cristo em crescimento constante.
Temos a vida Cristã que desejamos, ou seja, podemos ser crentes espirituais ou crentes carnais. Existe uma escolha a ser feita, pois o que Deus pede de nós é simplesmente disposição.

Na verdade Deus não quer massacrar-nos, ele quer ver o que se passa dentro de nós, a vida abundante que Ele tem para nós não é de maneira alguma isenta de lutas. e a maior luta que todo homem que converte-se enfrenta é a luta interior, pois ele vem com o Egito dentro dele.
Sabemos que a verdadeira libertação é de dentro para fora, existe todo um processo para as mudanças acontecerem e é necessária uma disposição interior do homem para que a obra não seja interrompida.

É preciso abrir o coração para que Deus através de seu Espírito Santo trabalhe em um processo que estará continuamente em andamento na vida do crente.

Deus só valoriza o que vem de dentro para fora e não o que vem de fora para dentro, precisamos cooperar para que Ele trabalhe em nós, logo seremos livres da carnalidade, na verdade é um esforço que precisa-se fazer, pois existe a vontade da carne que é natural do próprio homem e essa luta é constante contra o Espírito.

Sabemos que o Espírito Santo que nos guia a toda verdade quando entra no homem, Ele tem a capacidade de desnudá-lo, assim o homem que deixa o Espírito Santo trabalhar em seu interior, será quebrantado e o fruto do Espírito vai surgir combatendo as obras da carne.

Estar cheio do Espírito nos chama tanto para o caráter quanto para a atividade carismática. O fruto do Espírito Santo deve crescer em nossas vidas da mesma forma que seus dons devem ser mostrados através de nós.

O fruto do Espírito é uma obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos do seu controle sobre a nossa vida - não conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem sua ajuda.
Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir nossa vida à dele (Jo 15:4,5). Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo.

Que Deus nos abençoe e nos guarde no seu grandioso amor, em nome de Jesus. Amém!

Bibliografia:
Bíblia Sagrada - Revista e Corrigida.
A Diferença Entre Dons e Fruto do Espírito - Pr. Luiz Albertassi Sobrinho.
Os Nove Dons do Espírito Santo - Pr. Estevam Ângelo de Souza.
Obreiro Aprovado - CPAD - Abril/Maio de 1995

Estudo feito por Patricia Ramos

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