quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vida após a morte



Desde a Antiguidade, o homem se inquieta para descobrir o que acontece após a morte. De forma explícita ou não, todos têm sede de desvendar o mistério ou mesmo desejam se sentir mais seguros sobre o real sentido da vida e da morte. Diante desses anseios, muitos se empenham em uma procura constante, seja de religião em religião, de ritual em ritual, de profeta em profeta. Mais do que nunca, a sociedade, quase freneticamente, recorre à inúmeras alternativas para escapar da angústia da não revelação sobre a vida após a morte.  No livro de (Deuteronômio 29:29), a Bíblia diz que:

“Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao Senhor, nosso Deus; mas o que ele revelou, isto é, a sua Lei, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre. Ele fez isso a fim de que obedecêssemos a todas as suas leis” .
Essa é a exortação para uma não investigação sobre aquilo que Deus ainda não permitiu que as pessoas soubessem.
Definitivamente, a morte não era plano de Deus para a Humanidade, já que a própria Bíblia afirma ser ela o salário do pecado (Efésios 6:23). Por isso, é tão difícil para o homem lidar com esse fato.
        Para os cristãos, há esperança da vida eterna com Cristo nos céus. Mesmo assim, o fato de não saber exatamente o que acontece depois que se morre, oferece não apenas um misto de esperança e inquietude, mas também perigo para a fé, em face de tantas opções de crença disseminadas atualmente.
        É nessa fragilidade humana que se encaixam as heresias, ou seja, doutrinas que não possuem base bíblica. A mais difundida é a doutrina da reencarnação, seguida por milhões de pessoas, que buscam uma continuidade para a vida aqui na terra.

“E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois, disto, o juízo”  (Hebreus 9.27). E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus:
1.     que há consciência após a morte;
2.     existe sofrimento e existe bem estar;
3.     não existe comunicação de mortos com os vivos;
4.     a situação dos mortos não permite mudança.
        Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.
Os reencarnacionistas acreditam que a reencarnação seria a possibilidade de uma alma poder voltar a viver na terra várias vezes, ligada a um novo corpo.
A Igreja Católica ensina a existência de céu e inferno, baseando-se na Bíblia. Porém, incluiu o purgatório, um local de sofrimento, onde as almas não aprovadas para irem direto para o céu sofreriam uma espécie de “pena”, até que se purificassem. Além disso, a doutrina romana ainda divulga a existência do limbo, local destinado a receber bebês que não foram batizados e que seriam, então, pagãos.
Os adeptos da Igreja Mundial de Deus, Adventistas do Sétimo Dia e Testemunhas de Jeová, defendem  a ideia de que os ímpios (pessoas que não creem em Deus) não passariam pelo julgamento e jamais seriam punidos de forma perpétua no inferno. Esses, simplesmente, seriam aniquilados, ou seja, deixariam de existir.
Existe ainda o universalismo, ideia não muito popular, mas que afirma que todos alcançarão a completa salvação e ninguém será reprovado. Neste caso, Deus reconciliaria consigo todos os seres humanos, independentemente das obras, méritos e intenções de cada um.
A crença no arrebatamento, baseada em 1 Tessalonicenses 4:15-17, afirma que Jesus pode arrebatar a igreja (povo de Deus) a qualquer momento, devendo, então, os cristãos estarem preparados para esse fato.
“Nem todo crente será salvo, pois há um julgamento sério para a igreja e estamos vivendo a época da igreja de Laodicéia (Apocalipse 3:14), exemplo de uma igreja morna, preocupada com as coisas terrenas e com a prosperidade. “O texto é muito claro em (Mateus 7:21). Pessoas que buscarem apenas o poder de Deus, sem buscar mudança interior e santidade, não serão salvas”,
Em (Marcos 16:15) se a pessoa for apenas batizada, sem conversão real, de nada valerá. Uma pessoa que não pôde ser batizada e é convertida, será salva.
“Deus é justo (Salmo 25:8). Ninguém vai para o inferno injustamente. Há pessoas que nunca ouviram falar do Evangelho, mas buscam a Deus. Não será salvo somente aquele que não abriu o coração para Deus”.
João 4:8 afirma que “Deus é amor”. “É importante que falemos de Deus no conjunto do seu ser e da ação dos seus atributos”. É claro que Deus é amor. Mas devemos lembrar que Ele também é justiça. Na verdade, Deus não manda ninguém para o inferno. “Se alguém vai para o inferno, o faz em decorrência de sua própria escolha (João 12.47-50)”.
A chance de ser salvo acontece enquanto estamos em vida. “Todos têm a chance de serem salvos, segundo a graça salvadora (Tito 2:11), que se manifestou a todos os homens. Todos os homens tiveram a mesma chance de se salvar”.
O homem trabalha em cima de uma subjetividade. “Ele manipula as coisas de tal forma que quer que tudo aconteça, segundo seus desejos, difundindo uma pluralidade e um misticismo muito grande. Essa é uma confiança pós-moderna e o tempo de instabilidade e insegurança afasta o homem das realidades espirituais”. Deus permite a existência de outras doutrinas, para que o verdadeiro cristão se fixe somente “Nele”. 
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres, segundo os seus próprios desejos, e desviarão os ouvidos da verdade”. (2 Timóteo 4.3-4)
A Bíblia nunca diz que as almas ficam/ficaram/ficarão inconscientes! Luc 16:22-24Apo 6:9-10 (antes da ressurreição e do Reino!); Fp 1:23-24; 2Cor 5:1-8; Mat 17:3; Luc 23:43 (estar>gozar); Heb 12:1 (Testemunhas = Heróis do cap. 11); Mat 22:31-32; Gen 35:18; 1Rei 17:21-22; Sal 73:24.
Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao SENHOR, e disse: O SENHOR meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele. 22 E o SENHOR ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. (1 Reis 17:21-22)

E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. (Lucas 23:43). Este estar é gozando a companhia, não é estar inconsciente.
(Lucas 16:22-24).  O rico e Lazaro....Lazaro desfruta do seio de Abraão e o rico por sua vez, desfruta do inferno, onde suplica a Lazaro que molhe a ponta do seu dedo na água para colocar em sua língua a fim de que o refresque do fogo que o atormenta.
Seio de Abraão é o nome que os antigos hebreus davam ao lugar para onde iam (e ainda vão) os justos. Eles acreditavam que os bons eram recolhidos, logo após a morte, para desfrutarem da companhia de Deus e dos patriarcas que inauguraram a fase definitiva da História da Salvação (Lucas 16.22,23). Portanto, o Seio de Abraão é o lugar para onde vão as almas dos justos (salvos), para aguardarem a volta de Cristo. Estes participarão do arrebatamento, na 1ª ressurreição (Lucas 16.19-31). No arrebatamento, os vivos receberão corpos transformados e os mortos em Cristo (os que estão no seio de Abraão) receberão corpos incorruptíveis. As almas dos justos juntar-se-ão ao corpo e ao espírito novamente, como quando eram vivos. Só que agora os corpos serão incorruptíveis (1Coríntios 15.52,53). O seio de Abraão, também chamado de Seio do Pai, é um lugar celestial, paradisíaco, localizado numa das camadas do Céu (João 1.18). Portanto, o Seio de Abraão é igual ao regaço do Pai: um lugar de repouso celestial, e um local de descanso das lidas desta vida (Isaías 40.10,11).

Ao morrer o justo (salvo), a sua alma apresentar-se-á (será levada) ao Seio de Abraão, que é uma espécie de ante-sala do Céu, para aguardar o arrebatamento, a fim de participar da 1ª ressurreição (Salmo 110.3). Esta cena prenuncia descanso, conforto e consolação. O Seio de Abraão é um lugar de descanso, conforto e consolação para a alma do salvo, que ali estará aguardando a volta de Cristo (João 13.23). Jesus ama as almas que se encontram no Seio de Abraão, pois são as almas das pessoas que lhe serviram e que lhe foram fiéis (João 21.20). Ele recomenda aos cristãos a permanecerem fiéis, para que após a morte física, sua alma possa ir para o repouso do Seio de Abraão, a fim de esperar Sua vinda para arrebatar a Igreja (João 12.36).

A morte física do ímpio é desesperadora porque a sua alma vai para o inferno (Hades ou Seol). Só a alma do salvo é que vai para o seio de Abraão (Jó 21.13). O Seio de Abraão não será a morada definitiva da alma do salvo.  O Seio de Abraão é um Céu temporário para o cristão falecido (Jó 5.24).  O Seio de Abraão está reservado para os filhos de Deus, também chamados de “filhos da Luz do Evangelho de Cristo” – (1Tessalonicenses 5.5). Jesus aconselha a não investir nas coisas do mundo (mundanas), pois os tesouros aqui juntados não poderão ser levados para o Seio de Abraão (pelos salvos), e nem para o inferno (Hades ou Seol) pelos ímpios (Mateus 6.19). Jesus recomenda ajuntar tesouros nos Céus (investir no Reino de Deus), pois isso terá reflexos diretamente nos galardões, no Tribunal de Cristo (Mateus 6.20).

Se você investe no Reino de Deus, sua participação será no Céu e o seu prêmio estará reservado pelo próprio Jesus Cristo. O lugar de sua alma será o Seio de Abraão, até o arrebatamento da Igreja (Mateus 6.21). O seio de Abraão é a morada intermediária daqueles que serviram a Jesus. O galardão destes está reservado por Jesus, no Céu, para as Bodas do Cordeiro (Mateus 19.21). A vida eterna começa no Seio de Abraão, pois é lá que a alma do justo aguardará, em paz com Deus, a sua morada eterna (1Timóteo 6.17-19). O gozo do Senhor, o Seio de Abraão, é a morada inicial da alma do cristão. Depois ele passará as Bodas do Cordeiro com Jesus.  O Reino de Deus foi chegado ao homem no momento em que Jesus começou o seu ministério terreno, estende-se ao Seio de Abraão, até as Bodas do Cordeiro, o Reino Milenar de Cristo e a Eternidade (Mateus 4.17). A Palavra do Senhor é fiel. A alma do salvo vai para o Seio de Abraão, até a volta de Cristo. A alma do ímpio vai para o Hades ou Seol (inferno) – (Mateus 5.18).

E  concluindo, apenas chamamos a atenção do (a) leitor (a) para o seguinte fato: biblicamente falando, não se deve, em hipótese alguma, confundir o Seio de Abraão com o Paraíso. O primeiro é a residência temporária das almas dos salvos até o momento do arrebatamento, enquanto que o segundo é a morada temporária do espírito, até o mesmo evento. Assim como a Trindade Divina (Deus-Pai, Deus-Filho e Deus Espírito Santo), o cristão também é tridimensional: corpo, alma e espírito. Pelo que o apóstolo Paulo escreveu em 2Coríntios 12.1-4, após ele ser arrebatado até o 3º Céu, o Paraíso é o mais excelente dos Céus, onde existe um Trono de Deus.
Fonte: Dr. Venâncio Josiel dos Santos

Testemunho: Da Morte Para a Vida

         “Nasci num lar cristão, mas na adolescência me afastei do Senhor. Acabei me envolvendo com drogas como heroína, cocaína e LSD. Aos 21 anos, já tinha sofrido 17 overdoses. Na última delas, eu já havia contraído pancreatite, úlcera no duodeno, cirrose e ainda uma infecção hospitalar no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, onde estava internado. Permaneci no hospital por três meses e foi neste período que eu me arrependi e voltei para Deus. Mas acabei morrendo.
         Pude ver tudo quando saí do meu corpo. Vi a Junta Médica falando sobre minha morte. De repente, vi o teto do hospital se abrindo e um carro descendo do céu. Dele, saiu um anjo, vestido de roupas brancas e tinha cabelos dourados. Ele me pegou pela mão e me levou para o céu. Lá, vi um coral de salvos cantando, e tudo era muito lindo. Perguntei ao anjo, que se chamava Benção, se eu havia morrido e ele me disse que “não”, que quem estava em Cristo “não” morria, mas passava da morte para a vida.
         O chão daquele lugar era como de pedras preciosas, pois brilhava e minha pele havia sido transformada, pois estava translúcida. Pude ver naquele lugar um exército poderoso de anjos marchando. Perguntei ao anjo quem eram e ele me respondeu que era um grupamento que descia todos os dias à terra para pelejar pela igreja. Vi também um rio cujas águas saltavam. Era um rio de águas vivas, que segundo o anjo que me guiava, era derramado nas igrejas para enchê-las do Espírito de Deus.
         Depois de caminhar por um tempo, chegamos a um altar. Havia sete degraus e 12 tronos de cada lado e desses tronos saiam vozes que glorificavam a Deus. No meio, havia dois tronos que brilhavam como a luz do sol. Chegamos perto desses tronos. Jesus estava em um deles, mas não pude vê-lo, apenas ouvi a sua voz. Ele me disse que me amava e que sempre teve um plano para a minha vida, mas que eu não o tinha levado a sério. Eu pedi perdão a Ele, e sentia o amor Dele por mim. Depois disso, Ele me mostrou a terra, um estádio Lotado de cristãos adorando-o, mas entre eles havia muralhas grandes. Isso mostrava a divisão entre as igrejas. E Jesus afirmava que ia unir a sua igreja na terra. Ele também me mostrou demônios arrastando pessoas para um abismo. E, chorando, afirmou que aquelas eram pessoas que não aceitaram a sua Palavra. E me disse mais, que havia poucas pessoas na terra pregando a sua Palavra e afirmou que eu voltaria para realizar a sua vontade: ser seu ministro da Palavra.
         Após isso, voltei ao meu corpo, que já estava no necrotério do hospital. Afinal, já havia passado oito horas que eu havia sido dado como morto. Levantei do leito e comecei a glorificar a Deus. Minha mãe e os outros que estava ali ficaram assombrados. Demorei ainda nove meses para me recuperar, principalmente quanto à cicatrização da minha barriga, que havia ficado muito tempo aberta no período em que estive morto. Depois de me recuperar, passei a servir a Deus, ministrando a sua Palavra.
         Essa história aconteceu em 1981 e eu recebi uma marca de Deus, que comprova o poder de Deus na minha vida: vivo com três temperaturas em meu corpo, o que, segundo a medicina é mortal. Hoje, sou casado, tenho duas filhas e sou pastor da Associação Evangélica Missionária Ministério Vida.”     Bispo Salomão dos Santos

Estudo por Patricia Ramos

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quem é Lúcifer? De onde veio?


     
     Na história do Universo nunca houve – nem haverá – traição maior. A criatura que representava a mais magnífica obra de seu Criador ressentiu-se de que sua glória era apenas emprestada, de que o papel que lhe estava destinado era o de tão somente refletir a infinita majestade do Deus que lhe deu o fôlego da vida. Dessa maneira, nasceu no coração de Lúcifer o desprezível impulso da rebelião. Esse impulso originou a insurreição dos anjos que foi o mais terrível motim na história em todos os tempos.

Uma questão preliminar
         Por mais importante e original que tenha sido essa rebelião dos anjos, as Escrituras não incluem um registro específico do evento. No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão (Gn 3). Ali, no entanto, ele já era o tentador caído que seduziu os primeiros seres humanos ao pecado. Dessa forma, já no início das Escrituras, a queda de Satanás é tratada como fato. Mas, por razões que não são esclarecidas em nenhum lugar, o próprio relato de sua queda está ausente nesse registro.
         Ainda assim, o evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: por Isaías, em meio a uma inspirada diatribe contra a Babilônia (Is 14.11-23), e, mais tarde, por Ezequiel, quando ele repreende duramente o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Essas duas passagens contam-nos a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.
         Entretanto, aqui temos algumas dificuldades. Em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece abruptamente num contexto que não trata, especificamente, de Satanás. Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a ideia de que as passagens se referem a uma rebelião luciferiana e a insistir que elas focalizam exclusivamente os governantes humanos das nações pagãs às quais são dirigidas.
         Apesar disso, é preferível entender que Isaías e Ezequiel propositalmente queriam levar os leitores para além dos crimes de reis humanos, guiando-os até a percepção do grande arquétipo do mal e da rebelião, o próprio Satanás. Essas passagens incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação ao exagero por parte de governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego da primeira pessoa do singular (por exemplo: “Eu subirei...”; “exaltarei o meu trono...”; “me assentarei...”) em Isaías 14.13-14 refletiria um nível de ostentação indicativo de insanidade, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “cheio de sabedoria e formosura... Perfeito... nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado...” (Ez 28.12,15)?
         Além disso, a Bíblia ensina explicitamente que a perversidade do mundo visível é influenciada e animada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha traiçoeira e condenável de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4).
         É característico dos escritores bíblicos fazer a conexão entre o mundo visível e o invisível, e isso de forma tão abrupta que pega o leitor momentaneamente desprevenido. Quando Pedro expressou seu horror ante o pensamento da morte de Jesus, o Senhor lhe respondeu “Arreda, Satanás!” (Mt 16.23; cf. 4.8-10). De forma semelhante, repentinamente e sem aviso, o profeta Daniel pula de uma descrição profética sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.3-35) para uma descrição similar do Anticristo dos tempos do fim (Dn 11.36-45). Antíoco precede o vilão maior que conturbará a terra nos últimos dias. Um salto abrupto e não-anunciado do mundo político ganancioso, auto-engrandecedor, visível, para o drama arquetípico que se desenrola num mundo invisível aos seres humanos – mas que, apesar de não ser visto, deu origem às atitudes denunciadas nessas passagens –, tal salto não está fora de lugar nas Escrituras.
         Finalmente, por trás das conexões feitas nessas duas passagens pode muito bem estar um tema que frequentemente retorna nas Escrituras. Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto focal do culto pagão. Essa dupla caracterização do cosmo como expressão de egoísmo (o espírito ganancioso do comercialismo não-santificado) e de rebelião (a busca por ídolos) ressoa ao longo de toda a Palavra de Deus, chegando a um clímax em Apocalipse 17-18, onde anjos que se mantiveram fiéis a Deus anunciam a tão esperada e muito merecida destruição da Babilônia religiosa e comercial.
         É instrutivo notar que enquanto todo o trecho de Ezequiel 26-28 repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza nos dias desse profeta – Isaías 14 denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído como “cidade e torre” – tão importante naquilo que a Escritura afirma em relação ao mundo em rebelião contra Deus – ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. Quando contemplavam a cultura de seu tempo, que incorporava perfeitamente um elemento do cosmo caído, cada um deles se sentiu compelido pelo Espírito superintendente de Deus a focalizar a rebelião angélica dos tempos primitivos, a qual animava a rebelião humana que estavam denunciando.
         Dessa forma, essas duas críticas severas, que identificam os espíritos perversos de cobiça inescrupulosa e rebelião espiritual, ajudam a explicar por que tais espíritos predominam tantas vezes ao longo da história humana. Os textos referidos, ao mesmo tempo, também antecipam a destruição profeticamente narrada em Apocalipse 17 e 18.

A linhagem de Satanás
         De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.
        Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.
        Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14). Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.
        Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.

A queda de Satanás
         Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que as coisas encobertas de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:
        Primeiro: a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.
        Segundo: Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.
          No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniquidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.
          Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arqui-inimigo de Deus e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41).
Vivemos numa época de ceticismo, imersos num mundo materialista...
Deus é transformado numa inteligência universal amorfa com a qual podemos nos sintonizar através de métodos de meditação e a comunhão com uma fraternidade de mestres responsáveis pela evolução humana, no mesmo nível de Cristo.

Nova era

Fazer com que o homem simplesmente negasse a existência de Deus seria impraticável, pois crer em Deus e clamar por sua misericórdia sempre resulta positivo. Ninguém estaria disposto a abrir mão daquilo lhe faz bem sem receber algo em troca. A solução para negar a Deus surge, indiretamente, pela negação de Satanás. Negar a existência do Mal, recebendo um simulacro de liberdade onde tudo é permitido, conduz a uma efêmera sensação de conforto e bem estar derivada da gratificação dos sentidos. Essa é uma troca tão comum quanto sutil...
         Como combater algo cuja existência nós repudiamos e, portanto, passamos a não enxergar? Iludido pelo propósito de conhecer a si mesmo, através de um individualismo que nada condena e ainda ensina que a vontade pessoal é a única lei, o homem corre o risco de se envolver em práticas que corrompem a moral e os bons costumes, comprometendo a sua saúde física, mental e espiritual. E por ignorar a natureza do Mal, torna-se, ele próprio, o mais perfeito canal para a sua expressão.
         É necessário que a noite exista para que possamos enxergar as estrelas e reconhecer a luz de cada amanhecer. Satanás virou motivo de piada e deboche, identificado com superstições da crendice popular e aberrações das crenças religiosas. Mas a consequência de ignorar a existência do Mal é ignorar igualmente a existência do Bem, perdendo-se de seus princípios num mundo cujo verdadeiro príncipe é o próprio Diabo que apenas sorri e agradece.
O IMITADOR DE DEUS
“O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe:
- Dar-te-ei tudo isto, se prostrando-te diante de mim, me adorares.
Respondeu-lhe Jesus:
- Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.” Mateus 4, 8-10
         Satanás é um usurpador!
         É importante ter em mente a noção de que, desde o princípio dos tempos, ele quis ocupar o lugar de Deus no coração dos homens.
         Uma vez que isto esteja bem claro, ficará bem mais fácil reconhecer muitas das suas artimanhas, utilizadas para confundir os homens. Boa parte delas se dá através de jogos de palavras e da perversão ou limitação de seus reais significados.
         Sem dúvida, uma delas é a distorção da relação existente entre Vênus (a estrela da manhã, estrela d’alva ou estrela matutina) e Satã.
         Sabemos que Lúcifer é uma das denominações utilizadas para identificar o Anjo Caído. Mas ela deriva de uma metáfora que granjeia os predicados de glória e beleza atribuídos ao planeta Vênus. Pelo que nos ensina a Bíblia, antes de se tornar ha-Satan (hebraico, “o Acusador”) ou al-Shaitan (árabe, “O Adversário”), o Diabo era um anjo de esplendida majestade, daí ser honrado com uma analogia à estrela da manhã. Jesus diz que ele “não se firmou na verdade” (João 8, 44), o que conduz à dedução de que ele já esteve nela algum dia e, até se rebelar, desfrutou de prestígio junto ao Criador.
         Ainda, biblicamente falando, o termo “Estrela d’Alva” parece não estar mesmo destinado a ser uma referência exclusiva, servindo como analogia para representar mais do que um único ser:
“Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?” Jó 38,7

AS FIGURAS DE LINGUAGEM: EZEQUIEL 28 e ISAIAS 14
         Nem tudo na Bíblia deveria ser tomado em seu sentido literal. O uso de metáforas, parábolas e alegorias enriquecem a linguagem dentro de um modelo de informações multicamadas que pode abordar mais de um assunto simultaneamente.
         Primeiro, é interessante definir cada um desses recursos linguísticos e vamos fazê-lo de acordo com aquilo que consta no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa:
Metáfora. [Do gr. metaphorá, pelo lat. metáphora] S. f. Ret. Emprego em que a significação natural de uma palavra é substituída por outra, em virtude de relação de semelhança subentendida: a primavera da vida; a luz da inteligência.b
Alegoria. [Do gr. allegoría, pelo latim allegoria.] S. f. 1. Exposição de um pensamento sob forma figurada. 2. Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra. 3. Seqüência de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido. 4. Obra de pintura ou de escultura que representa uma idéia abstrata por meio de formas que a tornam reconhecível. 5. Simbolismo concreto que abrange o conjunto de toda uma narrativa ou quadro, de maneira que a cada elemento do símbolo corresponda um elemento significado ou simbolizado.
Parábola. Narração alegórica na qual o conjunto dos elementos evoca, por comparação, outras realidades de sentido superior.
         Sobre a parábola, podemos assumir por “sentido superior” algum preceito moral ou religioso que se queira comunicar.
         Vamos agora examinar a polêmica existente quanto à interpretação de Ezequiel 28, cujo sentido querem atribuir exclusivamente a uma profecia contra o rei de Tiro ou estender a Adão, isentando Satanás:
        1. E veio a mim a palavra do Senhor dizendo:
        2. Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus;
        3. Eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti.
        4. Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros.
        5. Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas;
        6. Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus,
        7. Por isso eis que eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor.
        8. Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares.
        9. Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? Mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa.
        10. Da morte dos incircuncisos morrerás, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS.
         Nessa primeira parte fica claro que se trata de um vaticínio contra um homem. Deus o coloca em seu devido lugar como ser mortal que apesar de toda sua inteligência e sabedoria não se pode equiparar a Ele. Diferentemente do anterior, o trecho seguinte é intitulado como uma lamentação (também traduzido em outras versões como um “cântico fúnebre”). Neste ponto, ingressamos numa alegoria porque fica claro que Deus compara o destino do príncipe de Tiro com um destino semelhante dado a outro ser igualmente orgulhoso que a Ele pretendeu se igualar:
        11. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
        12. Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.
        13. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônica, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.
        14. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.
        15. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.
        16. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor*, do meio das pedras afogueadas.
        17. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.
        18. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem.
        19. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá.
         *Cobridor é também traduzido por “protetor” em outras versões.
         Querer atribuir essa passagem a Adão é forçar todo e qualquer entendimento razoável, seja em função de debilidades interpretativas ou até de interesses inconfessáveis com má fé deliberada.
         Desde quando Adão era um querubim? Adão se cobria de ornamentos e de pedras preciosas ou andava nu, até ficar ciente de sua condição? E Adão era protetor do quê? Proteger não é uma função angélica?
         Desde quando Adão resplandecia por causa de sua sabedoria, se era inocente até consumir o fruto proibido? Adão tinha violência no coração? Ele foi punido por cometer iniqüidades ou por uma desobediência induzida pelo próprio anjo tentador de que fala o texto?
         Que tipo de comércio era praticado por Adão? A palavra comércio também se refere a trato social, convivência, além de relações sexuais ilícitas... Não é dito que os “Filhos de Deus” desposaram as filhas dos homens? (Gênesis 6, 1-2)
          Diz o versículo 17: ”corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor”. Que resplendor é esse senão o conhecimento? Atributo que difere da sabedoria e pode levar a arrogância. Aqueles que dizem deter o conhecimento dos mistérios não se intitulam iluminados?
         Existe uma ligação metafórica relacionando luz com conhecimento. Assim é que a luz que se diz trazida por Lúcifer à humanidade é a luz do conhecimento. Vimos atrás que o Glossário Teosófico declara que Lúcifer seria portador da luz da “Verdade”. Outra metáfora.
         Ser o “selo da medida” é uma qualidade que pode ser relacionada ao planeta Vênus; pois medida se refere a equilíbrio, equidade, simetria e já foi dito que, astronomicamente, Vênus é o planeta que possui a órbita mais perfeita ou circular. Não é por acaso que, na Astrologia, Vênus rege o signo de Libra ou Balança. Signo ligado à beleza, a estética, as artes, à justiça e à precisão matemática. Isto tudo está de acordo com a descrição de ser “perfeito em formosura”.
         Aquele que vivia em resplendor foi lançado por terra e isto é o que aconteceu com Lúcifer-Satanás.
         Uma única palavra pode fazer grande diferença na interpretação de um texto. Vejamos João 8,44:
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” João 8.44
         É preciso notar que o texto diz que o Diabo “não se firmou na verdade” ao invés de “nunca se firmou na verdade” como já vi alguns comentarem de modo a distorcer completamente o sentido da frase.
         Como o texto de Isaias 14 também faz menção a Satanás e tem sido colocado em dúvida quanto aos reais protagonistas da narrativa, é importante analisá-lo sob igual prisma, eventualmente, acareando as distintas versões da Bíblia Online, Bíblia Católica e Vulgata.
Vejamos:
         4.“Então proferirás este provérbio1 contra2 o rei de babilônia, e dirás: Como3 já cessou o opressor, como já cessou a cidade dourada!”
         4.“Cantarás esta sátira1 contra2 o rei de Babilônia, e dirás: Como3? Não existe mais o tirano! Acabou-se a tormenta!”
         4.“Sumes parabolam1 istam contra2 regem Babylonis et dices quomodo3 cessavit exactor quievit tributum”

NOTA:
        1. Aquilo que a Bíblia Online traduz por provérbio, que é uma máxima popular ou um ditado; a Bíblia Católica (versão da Editora Ave Maria) traduz por sátira, no sentido de ridicularização ou escárnio; enquanto a Vulgata remete à idéia de uma parábola, reforçando o sentido alegórico. Portanto, não se deve tomar os próximos versículos em seu sentido literal.
        2. Outra observação importante é que não são os reis da Babilônia quem falam, conforme já ouvi mencionarem, mas é contra o rei babilônico que é falado de forma a ridicularizá-lo, escarnecendo de sua arrogância. Esse primeiro versículo é apresentado em um formato diferente nas três versões, mas cada qual zomba, ao seu modo, da queda do rei da babilônia. A palavra dos “reis da Babilônia” só se faz notar a partir do versículo de número dez.
        3. O advérbio “como” serve tanto para questionar a causa quanto para afirmar a maneira como o rei caiu, o que é revelado através da continuidade da leitura.
Prossigamos:
        5. “Já quebrantou o SENHOR o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores.”
        6. “Aquele que feria aos povos com furor, com golpes incessantes, e que com ira dominava sobre as nações agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir.”
        7. “Já descansa, já está sossegada toda a terra; rompem cantando.”
        8. “Até as faias se alegram sobre ti, e os cedros do Líbano, dizendo: Desde que tu caíste ninguém sobe contra nós para nos cortar.”
        9. “O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os chefes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações”
        10. “Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós.”
        11. “Já foi derrubada na sepultura a tua soberba com o som das tuas violas; os vermes debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão.”
NOTA:
          Deus pode partir os símbolos de majestade que representam os poderosos (bastão e cetro) quando bem entender, perseguindo os opressores violentos e gananciosos para pacificar a terra. Eis o motivo da queda do rei da Babilônia.
         O escárnio continua através da zombaria dos que outrora foram vítimas, metaforicamente representados por faias e cedros que não temem mais serem “cortados”.
         Do versículo oito até o número nove, esse sarcasmo fica ainda mais evidente. O rei da babilônia cai do trono de sua altivez e causa espanto até no inferno, despertando os próprios mortos para recebê-lo, assim como chefes e monarcas que se constrangem por que o rei se revelou tão mortal quantos eles próprios.
         No décimo e décimo primeiro versículo, outros soberanos do império manifestam o seu espanto e declaram que a primeira coisa derrubada na sepultura do rei da Babilônia foi a sua própria soberba, o falso orgulho ou arrogância... Mesmo assim, não se deve considerar o conteúdo como sendo, literalmente, a palavra dos outros reis, mas uma conjectura zombeteira do que eles diriam por assombro da tragédia que se abateu sobre o rei da Babilônia.
         Veremos agora aquela que me parece a passagem mais interessante e reveladora:
        12.“Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!”
        12.“Então! Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Então! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações!”
        12.“Quomodo cecidisti de caelo lucifer qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”
NOTA:
         Neste versículo temos mais uma alegoria servindo para estabelecer um paralelo entre duas situações diferentes. Desta vez, entre o Anjo Caído e o rei da Babilônia.
         O advérbio “como” tem sentido comparativo. Percebam que não se trata de uma pergunta, mas sim de uma afirmação. “Como”, no uso empregado pelo versículo, sugere “do mesmo modo ou jeito” ou “semelhantemente a algo”. Ou seja, do mesmo modo que Lúcifer foi derrubado do céu, assim caiu o rei que debilitava as nações.
         A versão católica é um tanto menos precisa, mas o advérbio “então” também possui uma conotação indicativa de tempo, significando “em tal caso” ou “nesse caso” e implicando em condições ou circunstâncias. Pode ainda ter a conotação conclusiva de denotar uma causa no sentido de “pois” ou “a vista disso”, principalmente por ser citado de forma afirmativa. Assim, podemos dizer que em tal caso (orgulho soberba, arrogância), Lúcifer foi derrubado do céu e a vista disso (dos mesmos fatores) também foi abatido o rei que prostrava as nações.
         Quomodo é a derivação latina para o advérbio “como”. Ela é usada tanto para perguntar (de “que modo” ou de “que maneira”) quanto para correlacionar, ratificando a idéia de comparação entre aquilo que aconteceu com o Anjo Caído e o que sucedeu ao rei da Babilônia.
Em seguida:
        13. “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.”
        14. “Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.”

NOTA:
         Prossegue a comparação entre o rei e Lúcifer, o qual desejou estabelecer o seu trono acima de Deus, tornando-se semelhante ao Altíssimo.

Finalizando:
        15. “E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.”
        16. “Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o homem que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos?”
        17. “Que punha o mundo como o deserto, e assolava as suas cidades? Que não abria a casa de seus cativos?”
        18. “Todos os reis das nações, todos eles, jazem com honra, cada um na sua morada.”
        19. “Porém tu és lançado da tua sepultura, como um renovo abominável, como as vestes dos que foram mortos atravessados à espada, como os que descem ao covil de pedras, como um cadáver pisado.”
        20. “Com eles não te reunirás na sepultura; porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo; a descendência dos malignos não será jamais nomeada.”
        21. “Preparai a matança para os seus filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e nem possuam a terra, e encham a face do mundo de cidades.”
        22. “Porque me levantarei contra eles, diz o SENHOR dos Exércitos, e extirparei de babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho e o neto, diz o SENHOR.”
        23. “E farei dela uma possessão de ouriços e a lagoas de águas; e varrê-la-ei com vassoura de perdição, diz o SENHOR dos Exércitos.”
NOTA:
         A ode de humilhação conjura a condenação final do rei da Babilônia, falando do espanto daqueles que testemunharam o seu poder e então assistem a sua queda. O rei é desonrado ante os nobres de outras nações que souberam agir com dignidade e com os quais não se reunirá em sepultura, nem prolongará o seu nome através da descendência, pois sua posteridade será exterminada.
         Conclui-se, portanto, que não há um único versículo que possa ser atribuído a Adão ou que tenha sido usado para denegrir o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
         A Vulgata é uma tradução da Bíblia feita por São Jerônimo para o latim a pedido do Papa Damaso I, no ano 382. A palavra Lúcifer tem origem romana, sem derivação no hebraico. Nela, o termo Lúcifer é repetido três vezes para significar a “Estrela da manhã” com conotações distintas:
“et quasi meridianus fulgor consurget tibi ad vesperam et cum te consumptum putaveris orieris ut lúcifer”
“E a tua vida mais clara se levantará do que o meio dia; ainda que haja trevas, será como a manhã.” Jó 11,17
“quomodo cecidisti de caelo lucifer qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”
“Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!” Isaías 14,12
“et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris”
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.” II Pedro 1,19
         Mas uma vez entendido que Lúcifer tem um significado muito mais amplo do que apenas uma referência aos tempos gloriosos de Satanás, antes de sua queda, quando ele ainda era um exemplo de formosura, essas citações tornam-se plenamente compreensíveis e livres de falsas contradições.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
         É um fato público e notório que os satanistas desprezam Jesus e louvam a rebeldia do Anjo Caído. A luz de Lúcifer é irradiada pelo conhecimento ocultista das escolas de mistérios que pretende conduzir a um estado de iluminação ou hiperconsciência. Já a luz de Jesus é a revelação do caminho que redime nossa alma de todos os pecados e conduz à presença do Pai Celestial. Os seguidores de Lúcifer desejam ser como deuses para realizar os seus próprios desejos. Os seguidores de Jesus querem seguir o seu exemplo de amor e desapego para realizar a vontade de Deus Pai Criador. Portanto, se nomes podem ser usados para causar confusão, basta conhecer os “frutos da árvore” para desfazer qualquer engano:
         “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”
         O famigerado pentagrama invertido, com a ponta voltada para baixo sugere queda ou precipitação. Ele remete à idéia de uma estrela cadente e nos querem fazer crer que Lúcifer desceu ao mundo dos homens para trazer “conhecimento” e nos libertar das trevas da ignorância. Porém, alguém irá acreditar que foi o próprio planeta Vênus que caiu? Claro que não! Quem caiu foi um Anjo cuja beleza resplandecente ainda está associada ao segundo planeta do sistema solar. Assim, é importante aprender a distinguir os significantes (neste caso, Vênus) dos significados (no caso, Lúcifer), pois um mesmo símbolo pode ter suficiente neutralidade e versatilidade para que lhe sejam atribuídos variados tipos de associações.
         Voltando ao Apocalipse 22,16: “Estrela Matutina” não é um nome próprio e nem um título concreto, mas uma metáfora! Também convém entender que uma metáfora indica semelhança e não a própria identidade daquele a quem se aplica, pois, principalmente por falarmos de Jesus, não devemos incorrer no erro de confundir o Criador com a criatura.
         Jesus não é a “Estrela d’Alva” ou o planeta Vênus em si, fisicamente falando. O versículo também não dá margens à Astrolatria que é o antigo culto aos corpos celestes. Diferentemente, Jesus está sugerindo uma associação alegórica que correlaciona o seu papel para a humanidade com a natureza astronômica do planeta Vênus.
         Assim, Satanás pode ter sido comparável à “Estrela D’Alva”, algum dia. Disso resulta sua alcunha ou título simbólico de Lúcifer, mas que, após a sua queda, refere-se ao seu passado angelical e não ao seu presente diabólico. A verdadeira “Estrela Radiante da Manhã” é Jesus, porém, jamais deveríamos chamá-lo de Lúcifer, pois, em nossos tempos, isto faz parte do engano que vem sendo popularizado para confundir o Nosso Salvador com o nosso Adversário!
         Que o Divino Espírito Santo ilumine o nosso entendimento, nos conduza pelos caminhos da verdade e nos mostre as armadilhas do caluniador.

Por: Christianne Ravagnani

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Por que ir à igreja?



Assim como nosso corpo precisa funcionar bem para termos saúde, também nossa fé precisa estar bem para termos saúde espiritual. Um dos grandes sintomas de que nossa fé não está bem é quando não queremos ir à igreja. Isto pode acontecer por dois motivos principais:

1º -  porque a pessoa pensa que é tão pecadora que não é digna de estar com os cristãos.
Bem, se este é o motivo isto não deveria acontecer porque a igreja é, em primeiro lugar, a reunião de pessoas pecadoras, que reconhecem isto, e que carecem do amor, da graça e da misericórdia de Deus. Sendo assim, cristão não é aquela pessoa perfeita e que não comete mais pecados. Cristão é a pessoa que não busca a sua auto-salvação e sua autojustificação, mas busca isto única e exclusivamente em Jesus Cristo. Portanto, a igreja é formada por pecadores conscientes de que precisam de Deus em suas vidas.

2º - porque algumas pessoas pensam que lendo a Bíblia em casa e fazendo suas orações não necessitam ir à igreja, pois já têm sua fé e isto basta. Por um lado isto é verdade. A Bíblia nos deixa claro que para ter fé é necessário crer. Mas talvez precisaríamos nos perguntar se é isto que Deus quer de nós. Será que Deus quer apenas que tenhamos fé?

Surpreendentemente não é apenas isto que Deus espera de nós. A Bíblia nos fala que o desejo maior de Deus é que todos possam ser "maduros na fé". Que todos nós possamos buscar igualar nosso caráter ao caráter de Cristo: "ATÉ QUE TODOS CHEGUEMOS À UNIDADE DA FÉ E DO CONHECIMENTO DO FILHO DE DEUS, E CHEGUEMOS À MATURIDADE, ATINGINDO A MEDIDA DA PLENITUDE DE CRISTO. O PROPÓSITO É QUE NÃO MAIS SEJAMOS COMO CRIANÇAS, LEVADOS DE UM LADO PARA O OUTRO PELAS ONDAS, NEM JOGADOS PARA CÁ E PARA LÁ POR TODO VENTO DE DOUTRINAS E PELA ASTÚCIA E ESPERTEZA DE HOMENS QUE INDUZEM AO ERRO." (Efésios 4.13-14). Este texto nos ensina duas grandes verdades. A primeira é que o desejo de Deus é que, além de termos fé, nós possamos buscar ser igual ao caráter de Jesus Cristo.
 E a segunda é que busquemos ser "adultos" em nossa fé, o que significa que o "adulto na fé" sabe qual é a vontade de Deus para a sua vida e o que Ele quer de cada um de nós.

1. Na igreja ouvimos a Palavra de Deus através de outras pessoas: "A FÉ VEM POR SE OUVIR A MENSAGEM, E A MENSAGEM É OUVIDA MEDIANTE A PALAVRA DE CRISTO." Os Cultos, estudos bíblicos, ensino confirmatório, escola dominical, grupos de jovens, reunião de senhoras são formas de ouvir a Palavra de Deus. E esta Palavra nos estimula a refletirmos sobre a nossa própria fé e a fortalecê-la. Ao lermos a Bíblia em casa facilmente podemos selecionar aquilo que nos agrada e aquilo em que queremos crer. Mas quando ouvimos a Palavra de Deus através de outras pessoas Deus fala conosco aquilo que precisamos ouvir para nosso crescimento espiritual.

2. Na igreja também temos uma família: "TAMBÉM OS PREDESTINOU PARA SEREM CONFORME A IMAGEM DE SEU FILHO, A FIM DE QUE ELE SEJA O PRIMOGÊNITO ENTRE MUITOS IRMÃOS." (RM 8.29) E "COMO É BOM E AGRADÁVEL VIVEREM UNIDOS AOS IRMÃOS."(SL 133.1) No momento em que aceitamos em nossa vida Jesus como nosso Senhor e Salvador nos tornamos Filhos de Deus (Jo 1.12-13) e irmãos mais novos de Jesus Cristo tendo Deus como mesmo pai. Portanto agora fazemos parte de uma mesma família. Qual é a família feliz que não quer se encontrar e se visitar? Da mesma forma que nossos pais ficavam e ficam tristes em ver que seus filhos não se dão bem, assim também Deus se entristece quando vê que alguns de seus filhos não querem estar junto com os outros irmãos. A nossa comunhão não depende do outro ser querido ou não, mas daquilo que Deus fez através de Cristo em minha vida e na vida dele.

3. Na igreja temos o privilégio de vivermos como pessoas que compartilham da mesma fé já antecipando a comunhão que teremos no céu junto com Deus. E neste convívio nosso caráter é aperfeiçoado. "SABEMOS QUE CONHECEMOS (JESUS CRISTO), SE OBEDECEMOS AOS SEUS MANDAMENTOS. AQUELE QUE DIZ: "EU O CONHEÇO", MAS NÃO OBEDECE AOS SEUS MANDAMENTOS, É MENTIROSO, E A VERDADE NÃO ESTÁ NELE. MAS SE ALGUÉM OBEDECE À SUA PALAVRA, NELE VERDADEIRAMENTE O AMOR DE DEUS ESTÁ APERFEIÇOADO. DESTA FORMA SABEMOS QUE ESTAMOS NELE: AQUELE QUE AFIRMA QUE PERMANECE NELE, DEVE ANDAR COMO ELE ANDOU." E "ENQUANTO TEMOS OPORTUNIDADE, FAÇAMOS O BEM A TODOS , ESPECIALMENTE AOS DA FAMÍLIA DA FÉ" (GL 4.10). Para exercitarmos o amor é necessário que estejamos próximos, tanto para abençoar, como para ser abençoado.

No testemunho - Quando testemunhamos ou ouvimos um testemunho somos fortalecidos vendo que realmente aquilo que estudamos e lemos na Bíblia se concretiza em nossa vida e na vida de nossos irmãos.

A Bíblia nos diz que precisamos ir à igreja para que possamos adorar a Deus com outros crentes e ser instruídos em Sua Palavra para nosso crescimento espiritual (Atos 2:42; Hebreus 10:25). A igreja é o lugar onde os crentes podem amar uns aos outros (I João 4:12), exortar uns aos outros (Hebreus 3:13), “estimular” uns aos outros (Hebreus 10:24), servir uns aos outros (Gálatas 5:13), instruir uns aos outros (Romanos 15:14), honrar uns aos outros (Romanos 12:10), ser bondosos e misericordiosos uns com os outros (Efésios 4:32), aconselhar uns aos outros conforme a palavra de DEUS (Cl 3.13), orar uns pelos outros (Tg 5.16), servir uns aos outros (1 Pe 4.10).

Considerações finais:
Como nós podemos verificar na Bíblia, ela nos dá muitos motivos para frequentarmos a igreja.
Deus é digno da nossa adoração. A Bíblia diz em Salmos 100:4-5 “Entrai pelas suas portas com ação de graças, e em seus átrios com louvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome. Porque o Senhor é bom; a sua benignidade dura para sempre, e a sua fidelidade de geração em geração.”
Vá à igreja para encontrar o Senhor e para meditar sobre Jesus. A Bíblia diz em Salmos 27:4 “Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo.”
Vamos à igreja para encontrar a Deus. A Bíblia diz em Habacuque 2:20 “Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra; cale-se diante dele toda a terra.”
Jesus deu-nos um exemplo quando ele foi à igreja. A Bíblia diz em Lucas 4:16 “Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.”
Quando alguém confia em Jesus Cristo para salvação, é feito membro do Corpo de Cristo (I Coríntios 12:27). Para que o corpo da igreja funcione corretamente, todas as “partes do corpo” precisam estar presentes (I Coríntios 12:14-20). Da mesma forma, um crente nunca alcançará completa maturidade espiritual sem a ajuda e encorajamento de outros crentes (I Coríntios 12:21-26). Por estes motivos, a frequência à igreja, a participação e a fraternidade devem ser aspectos regulares da vida de um crente. A frequência semanal à igreja não é obrigação para os crentes, mas alguém que confia em Cristo deve ter um desejo de adorar a Deus, aprender Sua Palavra e ter comunhão com outros crentes.

Escrito por: Gisele Rodrigues